17/08/2026
O governo federal revisou para cima a projeção do salário mínimo de 2027: o valor estimado passou de R$ 1.717 para R$ 1.741. A nova previsão consta da proposta orçamentária que deve ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda pode mudar até a definição oficial do piso.
O ajuste representa R$ 24 a mais em relação ao cálculo anterior. Se confirmado, o salário mínimo terá alta de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621.
A estimativa segue a política de valorização do salário mínimo, que soma a inflação acumulada até novembro do ano anterior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para 2027, o governo trabalha com inflação prevista de 4,93% e leva em conta o avanço de 2,3% do PIB registrado em 2025.
A fórmula, porém, está sujeita ao teto do novo arcabouço fiscal. Desde 2024, o ganho real do piso é limitado a 2,5% acima da inflação, como forma de conter o crescimento das despesas públicas. Com a revisão, o reajuste previsto fica acima da projeção de abril, quando o governo indicava R$ 1.717 para o próximo ano.
A elevação do piso também pressiona os gastos do governo, já que o salário mínimo serve de referência para uma série de benefícios e despesas obrigatórias, como aposentadorias, pensões e outros pagamentos vinculados ao valor nacional.
Pela estimativa do próprio governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera cerca de R$ 413,2 milhões em despesas adicionais. Com a nova projeção, a pressão sobre o Orçamento de 2027 é calculada em torno de R$ 9,9 bilhões. O impacto fiscal é um dos fatores considerados na definição do valor final, que ainda dependerá da inflação efetiva até novembro e dos demais parâmetros do cálculo.
Apesar de constar da proposta orçamentária, os R$ 1.741 não são necessariamente o salário mínimo que valerá em janeiro de 2027. A definição depende dos indicadores econômicos usados na fórmula de reajuste e das atualizações que ainda podem ocorrer até o fim do ano — a proposta orçamentária será enviada ao Congresso até 31 de agosto, dentro do prazo constitucional.
Para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais atrelados ao piso nacional, a mudança significaria uma elevação nominal de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual, caso a projeção se confirme.
Fonte: Com informações de Contábeis
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